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ToggleNovo salário mínimo de R$ 1.621 entra na folha de janeiro: prepare sua empresa para os impactos
Em janeiro, a folha de pagamento chega com um reajuste de 6,79% no salário mínimo, agora fixado em R$ 1.621. A atualização, oficializada por decreto federal, passa a valer nos contracheques deste mês e impacta benefícios previdenciários e encargos sociais, demandando ações imediatas.
Para prestadores de serviço e departamentos contábeis, o principal desafio é adaptar sistemas de gestão: revisar tabelas salariais, parametrizar softwares e ajustar processos internos. A adequação correta evita erros em cálculos de férias, rescisões e contribuições, mantendo a conformidade e protegendo os interesses dos clientes.
Além disso, é preciso atualizar os valores de seguro-desemprego e salário-família de acordo com o novo piso, garantindo que todos os benefícios sejam calculados corretamente.
Reajuste de 6,79% no salário mínimo balança a folha de janeiro
O reajuste de 6,79% no salário mínimo, que eleva o piso nacional para R$ 1.621, passa a vigorar na folha de pagamento de janeiro, exigindo ajustes imediatos nas rotinas de departamentos pessoais e escritórios de contabilidade. Essa atualização impacta não apenas o valor bruto dos contracheques, mas também os cálculos de encargos sociais, provisões trabalhistas e demais benefícios vinculados ao novo piso.
Para manter a conformidade e evitar retrabalhos, é fundamental revisar e validar, com urgência, os principais pontos de controle:
- Atualização das tabelas salariais e faixas de contribuição no sistema de gestão;
- Reparametrização de planilhas e softwares de folha de pagamento;
- Revisão de cálculos de férias, 13º salário e rescisões;
- Verificação de alíquotas do INSS e do FGTS conforme o novo valor base.
Não deixe de conferir os prazos de envio ao eSocial e de fechamento contábil, garantindo processos ajustados e conformes neste início de ano.
Impactos nos benefícios previdenciários e contribuições sociais
Com o piso de R$ 1.621, benefícios previdenciários pagos no valor mínimo têm acréscimo imediato de R$ 103 em relação ao período anterior. Aposentadorias, pensões por morte e auxílios-doença passam a seguir esse novo parâmetro, impactando diretamente o orçamento dos beneficiários e a provisão de encargos pelas empresas.
- Aposentado que recebia R$ 1.518 passa a R$ 1.621, garantindo R$ 103 a mais na renda mensal;
- Pensão por morte no valor mínimo também sobe para R$ 1.621, refletindo em cálculos de pensões alimentícias e acordos judiciais;
- Auxílio-doença encontra sua base de cálculo reajustada, alterando as parcelas pagas pelo INSS a partir de janeiro.
Nas contribuições sociais, a base de cálculo acompanha o novo piso. O empregador passa a recolher 20% de R$ 1.621 (R$ 324,20) de INSS patronal, enquanto o trabalhador contribui conforme sua alíquota:
- 7,5%: R$ 121,58 de desconto mensal para quem está na faixa mais baixa;
- 11%: R$ 178,31 para contribuintes individuais;
- 5%: R$ 81,05 para MEI.
Essas atualizações devem ser parametrizadas nos sistemas de folha e nos módulos de provisão trabalhista, evitando divergências nos próximos fechamentos e garantindo a conformidade das rotinas contábeis.
Ajustes em seguro-desemprego e salário-família
Com o piso nacional em R$ 1.621, a parcela mínima do seguro-desemprego passa a refletir esse valor. O departamento de pessoal deve recalcular cada prestação conforme:
- Valor mínimo: nenhuma parcela pode ficar abaixo de R$ 1.621;
- Cálculo pelos percentuais sobre a média dos três últimos salários;
- Verificação do teto máximo na tabela oficial do Ministério do Trabalho;
Para o salário-família, o reajuste altera faixas de renda e valores por dependente:
- Faixa 1 (até R$ 1.621): novo valor por dependente conforme portaria;
- Demais faixas: atualização dos valores por dependente conforme tabela vigente;
Em sistemas de folha, ajuste as faixas e importe as tabelas oficiais para assegurar a consistência dos cálculos e a conformidade no fechamento da folha de janeiro.
Entenda o cálculo do novo piso nacional
Para determinar o reajuste do salário mínimo, o governo segue um cálculo composto por três etapas principais:
- Inflação (INPC): soma-se o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, que acumulou 4,18% nos últimos 12 meses;
- Crescimento real do PIB: considera-se a expansão do Produto Interno Bruto de dois anos antes, registrada em 3,4%;
- Limite do arcabouço fiscal: estabelece teto de 2,5% de ganho real acima da inflação, independentemente do PIB apurado.
Na prática, em vez de somar integralmente o percentual do PIB (3,4%), aplica-se o limite de 2,5% sobre a inflação de 4,18%, resultando em um reajuste de 6,79%. Esse percentual foi oficializado por decreto para atualizar o piso nacional de R$ 1.518 para R$ 1.621.
Compreender essa fórmula é essencial para parametrizar sistemas de folha, validar planilhas de cálculo e garantir que o novo valor seja aplicado corretamente em todos os processos contábeis e trabalhistas.
Desafios para a gestão contábil e financeira
O reajuste do salário mínimo exige atenção redobrada dos escritórios de contabilidade e departamentos de pessoal. A atualização envolve diversas frentes que, se não forem tratadas com agilidade, podem gerar inconsistências nos fechamentos mensais e impactar o planejamento orçamentário.
Principais desafios:
- Parametrização de sistemas: revisão das tabelas salariais, importação de faixas de contribuição no eSocial e adequação de módulos de folha para o novo piso de R$ 1.621;
- Revisão de provisões trabalhistas: recalcular férias, décimo terceiro, rescisões e encargos sociais com base no valor atualizado, garantindo o correto provisionamento de passivos;
- Planejamento financeiro: estimar o aumento da massa salarial, revisar orçamentos de curto e médio prazo e ajustar projeções de fluxo de caixa;
- Gestão de prazos: monitorar cronogramas de fechamento contábil, envio de declarações e obrigações acessórias para evitar multas e retrabalhos.
Encarar esses pontos com organização e antecedência é fundamental para manter a conformidade e assegurar a precisão nos processos de folha e nos relatórios gerenciais.
Precisando de suporte para adequar sua empresa?
Com o novo piso salarial em vigor, a atualização de sistemas, tabelas de encargos e processos de folha torna-se essencial para manter a conformidade. Departamentos de pessoal e escritórios contábeis devem conferir parametrizações no eSocial, revisar cálculos de férias, 13º salário e rescisões, além de atualizar provisões trabalhistas.
Para reduzir riscos de inconsistências e atrasos, é recomendável contar com assessoria contábil especializada, que pode oferecer:
- Diagnóstico de parametrização em softwares de gestão;
- Revisão de rotinas e planilhas de cálculo;
- Guia de importação de tabelas oficiais (INSS, FGTS, seguro-desemprego);
- Orientação sobre prazos de envio ao eSocial e fechamento contábil.
Com esse apoio, sua empresa garante agilidade na implementação dos ajustes, minimiza retrabalhos e evita possíveis penalidades, assegurando que a folha de janeiro seja fechada corretamente e dentro dos prazos legais.
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Fonte Desta Curadoria
Este artigo é uma curadoria do site Portal Contábeis. Para ter acesso à matéria original, acesse Novo salário mínimo já aparecerá na folha e mudará benefícios





